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Caderno de Dados Empresariais

Notas de campo

Três armadilhas da planilha.

Exemplos didáticos para decidir o que corrigir, o que preservar e quando voltar à fonte dos dados.

O zero perdido não volta sozinho

Um arquivo traz 01.234.567/0001-95. Na importação, o campo sem máscara foi tratado como número; na exportação restaram 13 caracteres. Pode ter sido um zero inicial, mas também pode haver uma perda no meio da célula. A bancada aponta a divergência de tamanho sem adivinhar o conteúdo original.

O que fazer: retorne ao arquivo de origem e importe a coluna como texto. Corrigir com preenchimento automático pode gerar uma chave diferente e ligar dois cadastros sem relação.

Uma empresa pode aparecer duas vezes por um bom motivo

Os exemplos 12.ABC.345/01DE-35 e 12.ABC.345/01DF-16 compartilham a raiz, mas têm ordens diferentes. Se o objetivo é contar estabelecimentos, conserve ambos. Se o objetivo é agrupar por empresa, use a raiz e mantenha uma contagem dos estabelecimentos de cada conjunto.

O que fazer: defina a unidade de análise antes do cruzamento. Embora 0001 seja tradicionalmente associado à matriz na geração, o estabelecimento principal pode mudar; consulte o indicador cadastral para essa classificação.

Uma letra não é um erro de digitação

Em 31 de julho de 2026 a Receita Federal divulgou a primeira inscrição com letras: 00.000.000/E08G-12. Os registros existentes continuam válidos. Uma rotina que elimina tudo que não for dígito vai mutilar o identificador e pode rejeitar um registro legítimo.

O que fazer: preserve a coluna como texto, mantenha o suporte ao formato numérico e teste também letras, zeros iniciais e verificadores incorretos. Confrontar o cadastro real é uma verificação posterior, distinta do cálculo.

Testar com a amostra Consultar fontes